top of page

A Ponte das Palavras – CNV

🎯Objetivo:

​​​Vivenciar as quatro etapas da Comunicação Não Violenta (CNV) por meio de encenações teatrais leves e engraçadas, transformando situações cotidianas em oportunidades de escuta, empatia e reconexão. Aprendendo a transformar conflitos cotidianos em diálogo respeitoso.

Não pare por aqui! Descubra outras dinâmicas e atividades para educadores e líderes.

Dinâmica A Máquina Humana: Estimule a criatividade, expressão corporal e trabalho em equipe. Veja o passo a passo e dicas de aplicação para educadores sociais e líderes de grupo.

👣Passo a Passo:

01

Comece perguntando: “Quem aqui já discutiu por causa de uma coisa pequena?” Use exemplos como “a briga com quem comeu a última bolacha/biscoito do pacote. Explique que, na dinâmica o grupo vai transformar confusões bobas em pontes de comunicação, usando a CNV. Em seguida explique o que é a CNV e peça para que eles interpretem as cenas a seguir sempre com um tom cômico.

Incentive o exagero, que traz humor e permite que o grupo se conecte com a emoção real por trás da fala.

Ao final de cada cena faça uma conexão com a etapa da CNV

02

Observar sem julgar.

“A disputa pela última coxinha” Dois personagens estão em uma lanchonete comunitária. Ambos pegam a mesma coxinha ao mesmo tempo. O educador pede para o grupo encenar duas versões:

1️⃣ a versão cheia de julgamentos (“Você é folgado!”);

2️⃣ a versão com observação neutra (“Vejo que você também quer dar uma beliscada na coxinha”).

03

Identificar o sentimento.

Um personagem procura o celular desesperadamente, e outro está sentado calmamente do lado. Na primeira versão, o personagem explode (“Você pegou meu celular!”); Na segunda, tenta dizer como se sente (“Estou preocupado porque não encontro meu celular”). Essa cena deve ser interpretada com expressão corporal exagerada — tristeza, raiva, alívio, alegria.

04

Fazer um pedido claro e possível

Um personagem chega atrasado e o outro está impaciente. Na primeira versão, há reclamação (“Você nunca chega na hora!”). Na segunda, um pedido CNV: “Quando você se atrasa, fico ansioso. Pode me avisar se for demorar?”

Destaque que um pedido claro transforma a bronca em diálogo.

05

Monte uma fita no chão simbolizando uma ponte. De um lado, as “Palavras que separam” (grito, crítica, culpa); Do outro, as “Palavras que aproximam” (escuta, empatia, pedido). Cada participante atravessa dizendo uma frase de reconexão: “Eu aprendi que até na comédia dá pra falar com o coração.”

Reforce que a CNV não é sobre falar certo, é sobre falar com o coração — mesmo quando o palco é uma confusão.

💡Dicas:

Use o humor como ferramenta de empatia O riso aproxima e cria confiança. Só cuide para que o humor não ridicularize ninguém — a piada está na situação, não na pessoa.

Estimule a improvisação O improviso ajuda o grupo a experimentar novas formas de falar e reagir. Se surgir algo espontâneo e engraçado, incorpore na cena!

Reforce o aprendizado simbólico Ao final de cada cena, retome com perguntas: Qual foi o momento em que o conflito mudou de tom? O que fez a ponte se construir?

⛔Situações Adversas:
 
Problema: O grupo sente vergonha ou resistência para dramatizar. Muitos participantes podem se sentir “bobos” ou inseguros no início.
Solução: Comece com o próprio educador encenando uma situação engraçada. O riso inicial quebra o gelo.
​​
Problema: O grupo perde o foco e vira bagunça.
Solução: Combine um sinal de “voltar à escuta” (como bater palmas ou tocar um sino). O humor é bem-vindo, mas o propósito é o aprendizado.

Problema: Alguns acham a CNV “bonitinha demais pra funcionar”.
Solução: Mostre que ela não é sobre falar “bonito”, mas sobre ser honesto e empático ao mesmo tempo. Dê exemplos reais do cotidiano social.

Adaptação Spolin: 

Utilize o princípio de "mostrar, não contar," reforçando que os participantes devem usar o corpo e a voz para transmitir significado, sem depender de palavras. Essa abordagem estimula a criatividade e a atenção aos detalhes da expressão não verbal.

bottom of page