Dentro da Mente –Divertidamente
Promover o reconhecimento e a expressão das emoções como parte da construção da identidade, da convivência e do cuidado coletivo, inspirando-se na linguagem simbólica do filme Divertida Mente.
🎯Objetivo:

👣Passo a Passo:
01
Converse com o grupo sobre o filme Divertida Mente (ou explique brevemente, se não conhecerem). Pergunte como é quando várias emoções brigam dentro da gente? Qual emoção costuma “comandar” o seu dia? ou se existe alguma emoção que você evita sentir?
O objetivo aqui é abrir espaço para nomear emoções e tirar o peso do julgamento, porque sentir raiva ou ficar triste também é humano e necessário.
02
Distribua emoções para cada participante (ou em duplas) e peça que imaginem como essa emoção anda, fala, respira e se comporta.
Dê um tempo para que se expressem pelo corpo, voz e gesto e não se esqueça de incentivar a exploração sem medo de “errar” apenas experimentando como essa emoção se manifesta.
03
Divida o grupo em pequenos subgrupos (3-5 pessoas). Cada grupo deve criar uma cena curta (3-5 min) inspirada em uma situação comum no contexto social, como um conflito entre colegas, um jovem que pensa em desistir da escola.
Então cada emoção deve mostrar o que tentaria fazer para ajudar ou proteger a pessoa principal da história.
Exemplo: “Tristeza” pode querer que o jovem pare e descanse, enquanto “Raiva” exige reação, e “Alegria” tenta fingir que está tudo bem.
04
Cada grupo apresenta sua cena para os demais.
Os que assistem observam:quais emoções apareceram? Que emoção parecia comandar o grupo? Como o conflito entre emoções se resolveu (ou não)?
05
Conduza uma conversa coletiva, ligando as cenas ao cotidiano do grupo.
Sugestões de perguntas: que emoção é mais difícil de expressar aqui no grupo?
Quando deixamos só uma emoção dominar, o que acontece? Como podemos cuidar das nossas emoções e das dos outros?
Mensagem central: no filme, Alegria aprende que a Tristeza também é necessária. Na vida, é igual: todas as emoções têm função social — nos ajudam a pedir ajuda, colocar limites e criar laços mais verdadeiros.
06
Ao final, compartilhe com o grupo que o autoconhecimento emocional é um instrumento de liberdade e convivência.
Entender o que sentimos é o primeiro passo para transformar o modo como agimos no mundo.
💡Dicas:
Antes de começar, converse brevemente sobre o respeito às emoções e à expressão de cada um. Explique que não existe emoção errada, e que todos têm o direito de sentir e se expressar.
Incentive os participantes a explorar gestos, expressões e movimentos, mais do que falas decoradas. O teatro das emoções ganha força quando o corpo comunica o que às vezes a palavra não alcança.
A roda final é o coração da atividade. É ali que o grupo transforma a dramatização em aprendizado coletivo.
⛔Situações Adversas:
Problema: O grupo sente vergonha ou resistência para dramatizar. Muitos participantes podem se sentir “bobos” ou inseguros no início.
Solução: Comece com jogos de aquecimento leves (como imitar emoções com o rosto ou corpo). O educador pode participar ativamente, mostrando que o espaço é de brincadeira e não de julgamento. Quando o educador se coloca junto, o grupo se solta.
Problema: Emoções difíceis aparecem e o clima fica tenso. Durante a dramatização, alguém pode se emocionar de verdade ou lembrar de situações dolorosas.
Solução: Pare o exercício e acolha o momento. Permita que a pessoa respire, e valide o que ela trouxe (“é normal sentir isso”). Depois, retome o grupo explicando que as emoções fortes também fazem parte do processo.
Não ignore o desconforto — transforme-o em aprendizado sobre empatia.
Problema: O grupo se dispersa ou faz bagunça durante as cenas. Em grupos grandes ou jovens, pode haver euforia, risadas excessivas ou falta de foco.
Solução: Explique que o teatro é um “jogo sério”: divertido, mas com propósito. Estabeleça uma sequência clara — quem assiste, quem apresenta — e combine que todos participam com respeito.
Alternar momentos de movimento e pausa ajuda a manter o ritmo da atividade.
Adaptação Spolin:
Utilize o princípio de "mostrar, não contar," reforçando que os participantes devem usar o corpo e a voz para transmitir significado, sem depender de palavras. Essa abordagem estimula a criatividade e a atenção aos detalhes da expressão não verbal.
